segunda-feira, janeiro 03, 2005

Em 2005, eu...
...vou ver o Fortaleza na primeira divisão do campeonato brasileiro
...vou tentar me formar
...vou ter que me dedicar a monografia
...vou ter que ter decisões profissionais
...vou terminar a casa de cultura francesa
...vou ler mais 4 números da revista força áerea
...vou acompanhar a desativação dos Mirage III na FAB
...vou finalmente conhecer o selecionado no programa FX
...vou ler mais literatura
...vou voltar a fazer academia
...vou continuar fazendo coisinhas de 2004
...vou entender mais uma vez que esses anos são uma coisa só
...vou ter 21 anos

quarta-feira, dezembro 29, 2004

Tinha aquele que deveria estar pondo o tênis para sair em caminhada; baixar a barriga para conseguir aquela gatinha. Outro estava indo dormir, já de manhãzinha. Finalmente, tinha tido coragem. Havia dito como a amava, como a queria. O encontro finalmente estava marcado para as quatro da tarde.

Já aquela tinha deixado de pedir a pizza porque já tinha ficado tarde. Mas tinha jurado pra si mesma que no dia seguinte ia matar sua vontade de comer calabresa.
E tantos outros tantas outras coisas. Afinal, era a manhã de mais uma segunda-feira.
Finalmente, a partir daquela momento... Quê, o que é aquilo?!Vem uma onda. Leva tudo e mata todo mundo.

O mundo vive acabando. Sorte mesmo é saber quando.

Quem já sonhou em estar na praia e ver ondas gigantescas chegando?! Junto a sair correndo completamente nú no meio da escola, é um dos sonhos mais comuns. Não é bom quando se realiza. Afinal, todo sonho é para ser feito?!

quinta-feira, dezembro 23, 2004

Ontem eu sai e gastei com presentes; eram só presentes. Todo mundo gostar de dar e receber.

Hoje, eu estava andando a umas quatro quadras da rodoviária e um cara me perguntou como pegava um taxi. Ele ia para a rodoviária e disseram pra ele que "tinha que dar a volta e que era longe". Caminhei com ele até lá.
Ele vinha de Paraipaba e desejou feliz natal. Sinceramente, se tem alguma coisa de natal nesse mundo, acho que essa foi a minha contribuição.


Só acredito em ceia de natal. A única carta para o papei noel que me lembro, com 7 anos idade, era para uma promoção do iguatemi. Eu pensava que era o próprio papai noel que me daria. De fato, ganhei o presente, mas antes a minha irmã saiu da caverna e contou que lá dentro do banheiro dos meus pais estavam os presentes. E nem foi um choque. Achava idiota as crianças que ainda acreditavam. Especialmente as que juravam de pé junto que viram o papai noel.

Uns dois anos depois, li "O Natal de Fred". Aconselho. Até para seus filhos. "Natal é presente? Natal é luz? Natal é compras?", se questionava o dialético Fred, o menino vindo da ilha do coração.
Eu acredito em ceia de natal.

Eu adoro ganhar presentes.
E dar
úi.

terça-feira, dezembro 21, 2004

Pra não esquecer depois:

fazer vestibular para sociologia.
(...)
Passa, tudo passa
(...)
Quem sabe eu passe também
(...)

domingo, dezembro 19, 2004

Eu sou Rubro Rosso, excelentíssimo.

Eu sou um garoto bobo, de livros e discos e aviões no céu.

Eu sou aquele que se vê no simples ato do dia-a-dia aquilo que quer.

Eu só preciso ver que meus heróis, nominais sobre texto bem escritos, também são reais, também têm preguiça, também almoçam economizando dinheiro.

Eu vejo beleza em carros populares, que nem rebaixados são.

Eu não tenho, eu nunca vou ver, eu nunca tive.

Sou tido.
O que é comovente, comove.
Simples a afirmação, lógica, exata. Pode até ser seguida de um sútil "É nada!". Mas é estranho quando se coloca um pronome pessoal nisso. E o pronome é o Eu.


Comovo?! Para não deixar de ser eu, digo que isso me lembra que eu como ovo. Ou como escuto. Mas enfim, comovi. Aqui, e em Natal. Não, não to deixando de odiar a musiquinha com harpa das lojas maias. Musica típica de propaganda de lojão no centro da cidade nessa época do ano.
Scrap no Orkut. "Comovemente", disse uma em nome da turma. Atendo o telefone:
-Olá excelentíssimo presidente Rubro Rosso!

Pelo pé, puxado ao 14 de novembro. Dia sozinho na cidade estranhas com heróis metálicos esplandeirosamente deitados no pátio daquela base aérea tão famosa por sua história. Era eu em Parnamirim. O eu que dois dias depois voaria, e escreveria um texto. Que chegaria até Parnamirim, e depois em Natal.

E comoveu.
Como veio tudo isso até mim, em poucos dias, poucos instantes. Não preciso lutar por muita coisa além. Assim, nós já fazemos inveja a quem não consegue...

-espera, essa não é uma frase de uma sessão da tarde?
Que seja. Sou o antônimo daquilo. Daquilo que não lacrimeja ao passar um filme que já conheço.
Que passa, que eu vejo, e que comove.

Reggae na voz de Maltz.

sexta-feira, dezembro 17, 2004

Eu ganhei um boi!

Sim, a blusa do III Festival Internacional de Cães, que está acontecendo no Centro de Convenções.
Sim, é o início do meu estágio supervisionado no jornal O Povo. Hoje, fui a ruma com a Líbia Ximenes, a qual depois fiz perder seu texto no complicado editor que tem na redação.

O começo, na quarta-feira passada, é que foi sacárstico. Eu, acostumado com pautas da UFC por causa da ADUFC, acompanhei o Cidicley Miranda fazer matéria sobre os 50 anos da UFC.
Mas hoje foi a primeira vez que escrevi. Quem sabe uma matéria minha possa ser publicada!

Se eu estou gostando?!
;)


quinta-feira, dezembro 16, 2004

Será saudade?!
Mas, saudade!? Saudade, se tenho?! Saudade, se posso?! Saudade, se quer estar comigo também!?
Não, não é saudade. É só uma pausa.

Estranho esses dias. Acostumado à beijos e abraços todos os dias, os dias-normais se tornam estranhos. Estudo, trabalho, jogo. E falta um pedaço.

Hoje é quinta, amanhã é sexta. E eu lembro de muito tempo atrás.

domingo, dezembro 12, 2004

A minha vida, eu preciso mudar todo o dia
Pra escapar da rotina dos meus desejos por seus beijos.
Dos meus sonhos eu procuro acordar e perseguir meus sonhos.
Mas a realidade que vem depois não é bem aquela que planejei
Eu quero sempre mais
Eu quero sempre mais
Eu espero sempre mais de ti
Por isso hoje estou tão triste
Porque querer está tão longe de poder
E quem eu quero está tão longe, longe de mim
Longe de mim
Longe de mim
Longe de mim.

Calma. Eu preciso de calma. Eu preciso me acalmar. Ir lá fora, respirar, tomar um ar. Uma coca-cola, um pedaço de chocolate. Não economizar trocado pra ter graúdo, saber perder 10 minutos quando se planeja perder dias.

Calma. Eu preciso de calma.
Foi o Luis, não eu. Ainda tenho um ano, ainda não preciso sentir saudades. A sala toda chorou - mas não era a minha turma. As saudades bateram, e não foram de mim.

Os meus feitos alados.

Calma, eu preciso de calma. Ela já vem vindo, já vai chegar.
O mundo real é este. E não aquele tão real que aflinge pensamentos e noites sozinhos.

quinta-feira, dezembro 02, 2004

"Devia ter, me enganado menos
trabalhado menos
trabalhado menos
ter visto o sol se por"

Terça trabalhei até o suor descer do rosto. E quando desceu, eu continuei até secar e descer novamente. Cheguei em casa 22h10.

Estarei eu perdendo um tempo precioso dos 20 anos? Percebi que era o fim do ano porque já é hora de pensar no convite da festa natalina. Dezembro. E não é porque vou ficar livre da faculdade que ficarei de férias.

Estou eu perdendo tempo?!

Mas logo em seguida me lembro das belas coisas que vi em novembro. Eu vi um ataque aéreo de 11 caças; eu vi F-16, Mirage 2000, A-4AR, E-3, R-99; EU VOEI DUAS AERONAVES MILITARES; eu vi um reabastecimento em vôo a poucos metros de mim. Eu vi o céu azul com o manto de nuvens, eu vi a cidade pequeninha e as ondas como sutis curvas na imensidão azul. Eu vi o sol nascendo no meio do agreste e a beleza de um re-encontro após uma noite de ônibus. Eu dormi, mais uma vez, na rodoviária de uma cidade diferente. Dessa vez, bem mais distante.

Eu também vi... (CENSURADO - TARJA NEGRA SOBRE A ARIADNE).

O Humberto Gessinger cantou e eu estava lá bem do lado. Eu fiz matérias legais, eu finalmente entrevistei a Glória Diógenes, eu passei pela pior dor de barriga da minha vida (depois eu conto) e comecei o mês festejando na rua de todos os dias. Eu não hesito em dizer que novembro de 2004 foi um dos meses mais intensos da minha vida. Que venha dezembro.

"Mais um ano que se passa...
envelheço na cidade
feliz aniversário
envelheço na cidade!"

quinta-feira, novembro 25, 2004

Ninguém nega o amor que sente quando os olhos se cruzam.

"Eu vou mudar, tudo o que não me convém"
É, hoje vou pro show do Charlie Brow. As obrigações, ainda muitas. Os prazos são como bocas de um tubaração dentuço se aproximando. Mas dá pra navegar contra a maré.

"Se faltar o vento a gente inventa!"

Pai: Quando você fica de férias?!
Eu: Acho que nunca!

Mas quer saber?

Júlia Miranda: Eu gostei do entusiasmo do Humberto falando, só faltou babar
Bruno: Ele babou!
Júlia Mirana: Mas é isso mesmo, meu filho, você tá certo. Tem que fazer as coisas é com paixão

"O que a vida quer da gente é coragem".
Valeu Guimarãens Rosa,
valeu Glória Diógenes.

Coragem para continuar, coragem para mudar
Em inícios, fins e no meio de tudo

terça-feira, novembro 23, 2004

Há quem tenha mais esperança em mim que eu mesmo.
Há quem veja qualidades que são falácias,
coisa rara, que passa rápida.

Há quem veja problemas e irritações que eu não sinto.
Há quem veja despespero e coisas erradas
velhas pautas, novas laudas.

O último show dos engenheiros que fui foi em outubro de 2002. Finalmente, outro.

surfando karmas e DNA
não quero ter o que eu não tenho
não tenho medo de errar
surfando karmas e DNA
não quero ser o que eu não sou
eu não sou maior que o mar


?quantas vezes eu estive cara à cara com a pior metade?
a lembrança no espelho, a esperança na outra margem
?quantas vezes a gente sobrevive à hora da verdade?
na falta de algo melhor nunca me faltou coragem
se eu soubesse antes o que sei agora
erraria tudo exatamente igual

tenho vivido um dia por semana
acaba a grana, mês ainda têm
sem passado nem futuro
eu vivo um dia de cada vez

?quantas vezes eu estive cara à cara com a pior metade?
?quantas vezes a gente sobrevive à hora da verdade?
se eu soubesse antes o que sei agora
iria embora antes do final

?quantas vezes a gente sobrevive à hora da verdade?
na falta do que fazer inventei a minha liberdade

surfando karmas e DNA
não quero ter o que eu não tenho
não tenho medo de errarsurfando karmas e DNA
não quero ser o que eu não sou
eu não sou maior que o mar
Nos meus sonhos profissionais, há quatro tipo de pessoas:

1) Os raros que escrevem bem e apuram bem
2) Os que apuram bem, mas escrevem mal
3) Os que apuram mal, mas escrevem bem
4) Os que apuram mal e escrevem mal

Querendo ser do primeiro tipo, torno-me o quarto.

terça-feira, novembro 16, 2004

O mundo é mais bonito que eu pensava. E é tão azul.

Quando se passa das nuvens, parece tudo ser meio irreal. Decolar não é apenas sair do solo, é ser outra pessoa. O universo, um gigante de metal lotado de cabos, fios, tubos e dutos.

Motor 1, Motor 2, Motor 3, Motor 4...


Solavancos. Cinto de segurança. Das pequenas janelas, movimento da Base sempre vista sobre o muro. Era o meu avião que se movia. O meu avião, meu vôo. E não o de ninguém que eu perguntaria depois se a decolagem é tão emocionante quanto o pouso.
Da velocidade, a altitude. E a cidade cada vez menor, em quadrados que remetiam lembranças de uma vida em terra. Minha casa, a Universidade, o rio Cocó, a costa...

Celestial. Imenso. Azul.

Em 20 anos, aviões para mim se transformaram. No início, máquinas que reinavam absolutas, na admiração e desconhecimento. Depois, a paixão exercida com leituras e movimentos de pescoço ao passar de qualquer som de hélice ou jato.

Mas hoje isso mudou. Missão: reabaster dois caças F-5E com 2000 libras de combustível, para cada um. As asas: o KC-130H FAB 2462. Antes, eu poderia escrever várias linhas sobre essa missão. Mas embarquei com uma propósito diferente: admirar.


Em livros e revistas, eu sabia que o céu é o habitat de pilotos e suas aeronaves. Hoje, eu descobri que o céu tem vários tons de azul.

Hoje eu voei. Nas asas da Força Aérea Brasileira.


sexta-feira, novembro 12, 2004



Olha só onde eu fui parar ontem...

FAB 2470.

Primeiro C-130 que entro na vida. E conheci até a cabine.


quinta-feira, novembro 11, 2004

Sou uma pessoa de paixões claras.

Quando estou pensando muito em alguma coisa, encho o saco dos rodeantes. Fico roendo a mente repetindo repetidamente e rapidamente cada rota do plano sempre ratificando...
Gosto de aviões. Gosto de jornalismo. Gosto de Ariadne. Gosto de Engenheiros. Saiu o acústico, eu na linha de vôo, site de guerra fictícia, 17 meses.

Mais informações em www.cruzex.aer.mil.br ou no meu telefone.

Ontem, no DN, uma matéria quase toda copiada de uma notícia que fiz com o Bruno. Eu preciso estar em Natal domingo. Tem A-4 argentino, F-16 Venezuelano e aviões franceses. Mirage 2000, E-3, KC-135. Coisas que dificilmente eu terei uma nova chance de ver na vida. Se eu for por terra, vou ficar feliz.
Se voar, com certeza, lágrimas nos olhos.

E dias e dias de falatório.

quinta-feira, novembro 04, 2004

EU ME LEMBRO COMO SE FOSSE AMANHÃ!

Alguém disposto a fazer um template pra mim?
E salvar meu blig passado?
Tenho resquícios de memória.
Restos de fatos.
Reto. De fato.

Dia-a-dia-a, dia-pós-dia, adiar.
Adiantar.
Averiguar, checar, verificar.

Nunca conjulguei tantos verbos na minha vida.

Amar, deitar, beijar, sentir, dormir...
Amizar?!

Amizo amizades. Amigos, beldades.

Uma parte que vai embora, mas fica. Outra parte que fica, e espera uma hora. Hora de sorrir, de sair de vilipêndio. A outra parte esquece. Sem cota, sem plano, sem pedido, sem chamado.

É novembro.
A Luizianne ganhou. Ainda esse mês vou para um show dos engenheiros. E claro, vou trabalhar para a Base Aérea escrevendo sobre uma guerra simulada. Sonho simulado realizado.

Eu VOU voar. Mesmo se não puder, eu VOU VOAR.
Não agora.

Sabonete de chocolate.
E outras coisinhas mais.