quarta-feira, agosto 03, 2005

"não peça perdão, a culpa não é sua
estamos no mesmo barco e ele ainda flutua
não perca a razão, ela já não é sua
onda após onda, o barco ainda flutua

ao sabor do acaso
apesar dos pesares ao sabor do acaso... flutua
então, preste atenção: o mar não ensina, insinua
estamos no mesmo barco, sob a mesma lua

no mar, em marte, em qualquer parte
estaremos sempre sob a mesma lua
ao sabor da corrente tão fortes quanto o elo mais fraco
ao sabor da corrente... sob a mesma lua

âncora, vela
?qual me leva? ?qual me prende?
mapas e bússola sorte e acaso
?quem sabe (?) do que depende?"

quarta-feira, julho 27, 2005

Enquanto isso, no governo, o placar do jogo não vai bem. Tá Caixa 2, Fome 0.

Mas pelo menos temos segurança. Quem já imaginou que um petista poderia andar por aí com mala cheia de dinheiro sem medo de ser assaltado?!

Viva Lula!

segunda-feira, julho 25, 2005

A esperança é boa.
É o telefone sempre ligado, é aquela pulsação mais forte em cada tentativa. É correr para atender, é olhar o calendário e pensar: "Esse dia, já estará tudo bem".

É, a esperança é boa.
Sempre certo de que tudo há de dar certo. Se fiz tudo direito, ficará bem. Apoio de todos. Torcida de muitos. São só alguns dias de descanso até hoje. Até amanhã.
Até depois.
Até próxima semana.
Até... não sei quando.

A esperança é boa. A esperança é maravilhosa.
Mas não vale nem um naco de uma certeza.

sábado, julho 23, 2005


Somos só nós dois.
Sem importar a roupa, nem a idade, nem a companhia, ou até o lugar.
Somos só nós dois.
Teus cachos, meus óculos; teu corpo que sei sentir até sem olhar, meu rosto que eu não olho antes do anoitecer...


Nesse momento eterno. Só nós dois.
Essas paredes que me expelem.

Não me odeiam, nem me vomitam: me colocam para fora, não como dejeto, nem como produto. Só fico pelo caminho. Essas paredes que já nem são mais as mesmas: eram acolhedoras, em bairro distante (até pareciam maiores), e há alguns anos já nem sei quais são.

Paredes brancas, sem marcas, sem eu, sem mim. Que não trazem muitas memórias, perdem para as minhas poucas cicatrizes, perdem para o sentimento... de repulsa. Paredes, expelem-me.

E não escolho. Sou escolhido. Vida vil que será minha. Não há de ser vil, há de ser boa. Não dá para fazer tudo, então faça o que te põem para fazer. Vil são essas paredes.

Le Bourget que se desfaz em litros de anti-desengordurante....
Com todo o prazer.

quinta-feira, julho 21, 2005

Estranhas essas mortes. Que a gente vê no orkut, acha o fotolog. Acha uma pessoa.
Que não gostaria se conhecesse, mas é alguém.
Ou era.
Os jornais, eu ainda não tinha lido.
Só haviam dito: tinha 17, caiu de costas, abriu a cabeça.
Morreu na hora.

Nem viu o time entrar de cabisbaixo
(Só tinha 17)
Não viu que o médico parou, que a torcida fez silêncio, que as faixas de vitória foram retiradas
(Afinal, só tinha 17)
A ambulância de luzes apagadas, os amigos calados e cabeça baixa.
(Apenas 17)

Escorregou, caiu ou será que se jogou?!
Jogo? Nada de jogo para o time. 1 a 4.
Mas ninguém viu, nem ele soube
(Somente 17)

Do azul, do branco e do vermelho
Ficou o último. Tão seu. Tão seu. 1 a 4.
(Só 17) -Quatro a menos que eu!

Vida morta no concreto.
E nem era tudo isso. Eram só 16.
Nem um ano para cada metro.

(Apenas 16, só 16)

domingo, julho 17, 2005

São altos os vôos.

Seja de uma pedra sólida, de 1.115 metros de altura. (1.116,67 somando a mim). O vento forte no rosto, a vista que vê a paisagem que não é um quadro, nem uma tela.

Seja da janela, mais alta, tantos mil metros, até com caça ao lado a reabastecer sem deixar de voar. Com o mundo pequeninho e nuvens embaixo.

Acho... acho que até no solo. Seja um vôo só, ou muito bem acompanhado, isolado do mundo numa barraca gelada. Éden de patos, gansos, galinhas, pavão e cavalos. Coope Noodles em Guaramiranga. Olhos fechados na imensidão do Pico Alto.
Fora dela, até se der errado, vai ficar bem. Tudo.

se eu pudesse, ao menos te contar o que se enxerga lá do alto

com o céu aberto, limpo e claro ou com os olhos fechados
se eu pudesse, ao menos te levar comigo...lá
pr'o alto da montanha num arranha-céu
sem final feliz ou infeliz

quinta-feira, julho 14, 2005

Cresço, cresço.
Mas me espero
Eu quero crescer com eu mesmo

quarta-feira, julho 13, 2005

Tão perto.
Tão perto.

É o vento veloz que passa pelos meus dedos ou a esperança que não espera?

Veloz.
Tão Veloz.

Incerto. O que era claro, vira possibilidade. A comemoração pode se tornar arrependimento. Tão perto, tão perto. E falta a pergunta fundamental. Que sou?

Me espera
Me espera

Tão perto, mas tão veloz em si mesmo. Desatinos do suposto esperto.

terça-feira, julho 12, 2005

"A letra A do seu nome
Abre essa porta e entra
Na mesma casa onde eu moro
Na mesa que me alimenta
A telha esquenta e cobre
Quando da noite ela deita
A gente pensa que escolhe
Se a gente não sabe inventa

A gente só não inventa a dor
A gente que enfrenta o mal
Quando a gente fica em frente ao mar
A gente se sente melhor

A gente em movimento: amor
A gente que enfrente o mal
Quando a gente fica em frente ao mar
A gente se sente melhor"

segunda-feira, julho 11, 2005

Filme preferido mesmo antes de ser visto?
Vi Fantástica Fábrica de Chocolates mais de 100 vezes quando era criança.

É, tenho um filme que eu lembro as falas. Jonhhy Depp, das mãos de tesoura, Tim Burton, de peixe grande, e também de mãos de tesoura. Jonhhy Deep, de Cry Baby, de Em Busca da Terra do Nunca. O menino também é o mesmo da terra do nunca. Jonhhy Depp inspirado em Howard Hughes recluso.

Filmes que me fizeram rir, filmes que me fizeram chorar.

História pitoresca, bizarra, ares psicodélicos.

Lumpa, lumpa, lumpa di du
I got a work it's so much to do
Lumpa, lumpa, lumpa di dá

Eu quero um gotisprote permanente.
Sabor nevascaranga. E as nevascarangas tem sabor de nevascarangas.

sexta-feira, julho 08, 2005

Aliás,

FORA LULA!
"Todo homem é incendiário aos 20 anos, e bombeiro aos 40"

E eu, aos 20 anos, não queimei nada. O que será, então, agora?

quarta-feira, julho 06, 2005

Voa, Luis, voa.

(Já foi o segundo. Mas todos nós certamente temos um encontro marcado)

terça-feira, julho 05, 2005

Como prometido:

1) Não é preciso ter amigos em todos os lugares;
2) Não é porque se estuda ou se trabalha em um lugar que as pessoas precisam entrar na sua vida;
3) Diversificar contatos
4) Não quer? Foda-se.
5) Quer? Seja bem vindo.
6) Valorizar quem é bem posicionado

7) Acabar com a frescura de querer tudo simples. A vida é dura e chata mesmo.

segunda-feira, julho 04, 2005

Hoje é o primeiro dia.
De muitas coisas.

Vou definir quais.
(começarei pela calça verde)
Hier encore
J'avais vingt ans
Je caressais le temps
Et jouais de la vie
Comme on joue de l'amour
Et je vivais la nuit
Sans compter sur mes jours
Qui fuyaient dans le temps

J'ai fait tant de projets
Qui sont restés en l'air
J'ai fondé tant d'espoirs
Qui se sont envolés
Que je reste perdu
Ne sachant où aller
Les yeux cherchant le ciel
Mais le cœur mis en terre

Du meilleur et du pire
En jetant le meilleur
J'ai figé mes sourires
Et j'ai glacé mes pleurs
Où sont-ils à présent
A présent mes vingt ans?

domingo, julho 03, 2005

"Beijão e tudo de bom com a nossa profissão lasqueira e com os aviões!!!"
"Parabéns ao menino aviador!"
"É uma tarefa árdua - muito árdua! - gostar do Humberto. Mas amá-lo não."
"parabéns, leite! espero que tenha curtido a folga! (você se livrou duma pauta..."
"Camarada, felicidades e muita força. Agora é só o começo."
"Por que é que, no dia do aniversário das pessoas, a primeira página de recados é sempre lotada com mensagens de parabéns? =P Aliás, aposto que, se eu clicar em ´próxima´, ainda vou achar mais =) Acho que só prova o quanto o cara é querido mesmo ; )"
"vim dar os parabéns mas ficou foi com gosto de despedida. Nam, isso é maior paia... Você foi uma das primeiras pessoas q conheci na facu, sempre foi um cara mt legal, engraçado e, agora, quase casado!!! Hehehehe"
"Espero que vc aproveite a festa que o Humberto Gessinger preparou pra vc e que estão dizendo por aí que é pra divulgação do Ceará Music... Povo baixo... "
"Só quem tem show especial dos ídolos no próprio aniversário. Tá VIP, hein? Parabéns, rapaz!!!"


São só trechos de 80 scraps (e alguns e-mails). Realmente o orkut é ótimo. Acho que recebi mais parabéns que na vida todinha. Você não pode entrar em uma sala, você não pode encontrar alguém... É ótimo.

Tive Ariadne, estou tendo jornalismo, tive engenheiros. Aliás, quem nunca peca em misturar suas paixões?!

http://www.noolhar.com/opovo/vidaearte/489046.html

Faltavam os aviões. Mas eles vieram, pro lado mal. Fizeram-me esperar umas 3 horas em pé. Em que cada balançado de cortina era uma alegria, cada som produzido, expectativa. No final, as já presentes vaias viraram aclamação. E eu acertei algumas apostas do texto ;)

Coisas em cima da cama.
Torta de frango e vela.
Mas ainda sou menino,
isso eu ainda sou.

quinta-feira, junho 30, 2005

Hoje foi meu último dia como repórter temporário.
Amanhã é meu aniversário.
Não será folga, já que não há trabalho.
Ai vem o sábado, vem o domingo....

E segunda é o primeiro dia. Como repórter de esportes contratado!

Feliz aniversário, Humberto, feliz aniversário.

quarta-feira, junho 29, 2005

O time do Brasil é o melhor do mundo até quando tá ruim.

terça-feira, junho 28, 2005

Eu me sinto envelhecendo.

Não de veias ficando desgastadas como fios descascados, não de olhos embassados com manchas brancas sobre o mundo. Eu me sinto velho, do absoluto ser relativo, de ser fácil dizer um elogio que se sente, de ser simples repensar, desfazer, reconstruir e refazer qualquer coisa. De saber o que se tem, de não se ter o que não se sabe.

Eu me sinto envelhecendo. De ver a barba mal feita e saber que sim, sou eu.
Eu me sinto envelhecendo. Dia 26, dia 27, dia 28.
Eu me sinto envelhecendo. Vivendo dias que serão descritos na minha biografia.

segunda-feira, junho 27, 2005

"Que me desculpem Vinicius de Moraes, os editores e os redatores, mas repórter é fundamental. É certamente a única função pela qual vale a pena ser jornalista. Jornalista não fica rico, a não ser um punhado de iluminados. Jornalista não fica famoso, a não ser um outro (ou o mesmo) punhado e assim mesmo no círculo restrito que freqüenta ou no qual é lido. Jornalismo, por isso, só vale a pena pela sensação de ser poder ser testemunha ocular da história de seu tempo.

E a história acontece sempre na rua, nunca numa redação de jornal. É claro que estou tomando "rua" num sentido bem mais amplo. Rua pode ser a rua propriamente dita, mas pode ser também um estádio de futebol, a favela da Rocinha, o palanque de um comício, o gabinete de uma autoridade, as selvas de El Salvador, os campos petrolíferos do Oriente Médio. Só não pode ser a redação de um jornal. Por isso, é um privilégio ser repórter. (...)

Reportagem é uma coisa paradoxal, por se tratar, ao mesmo tempo, da mais fácil e da mais difícil maneira de viver a vida. Fácil porque, no fundo, reportagem é apenas a técnica de contar boas histórias. Se bem alfabetizado, pode-se até contá-las em português correto e pronto: está-se fazendo uma reportagem, até sem o saber. Difícil porque o repórter persegue esse ser chamado verdade, quase sempre inanintível ou inexistente ou tão repleto de rostos diferentes que se corre permanentemente o risco de não de conseguir captá-los todos e passá-los todos para o leitor/ouvinte/telespectador. (...)

Para executá-la, sejamos francos, exige-se muito mais transpiração do que inspiração. Mais esforço físico do que intelectual. Exige que se gaste a ponta do dedo telefonando para todas as pessoas que possam dar ao menos um fragmento de informação. Exige que se gaste a bunda nos sofás das ante-salas de autoridades ou "otôridades", na espera de que elas atendam o repórter e lhes dêem mais um pedacinho de informação. Exige que se gaste as pernas e as solas dos sapatos andando atrás de passeatas, comícios ou fugindo da polícia. Exige ainda gastar a vida lendo livros, revistas, jornais, documentos, relatórios, certidões, o diabo, atrás de detalhes ou confirmações ou, no mínimo, como ponto de partida para se iniciar um trabalho com um mínimo de informações prévias. Gasta-se a vista também no simples exercício de olhar com olhos de ver. Tem muita gente que olha e não vê detalhes que acabam compondo pedaços por vezes vitais de uma reportagem. (...)

Repórteres são ou não seres idiotas? São, mas às vezes conseguem até ser felizes na sua estranha maneira de viver a vida".

Clóvis Rossi - no prefácio de "As aventuras da reportagem"

domingo, junho 26, 2005

Deu certo.

O ozzy não morreu, a Liana não me reprovou e o Gilmar amanhã entrega o projeto, que ficou "grande demais".

Já não tenho mais sala, sobrou bolo (êee) e, mesmo com sono e azia, achando que ia explodir, consegui dormir direito.

E essa é a primeira vez que eu páro desde a última quinta-feira...

quarta-feira, junho 22, 2005

Última semana de aula. Eu e minha irmã disputamos o computador. São livros por toda parte, anotações. Noites que vão longe, tardes intensas.

Chego em casa, meu irmão formatou o computador. Ele, claro, sem ter muito o que fazer. "Mas eu salvei os arquivos"... Os que ele achava serem os únicos. Internet? "Vixi... tem que pegar os arquivos...".

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Inspira. Respira.
1 2 3
Inspira. Respira.

1... PORRA DE CONTAR ATÉ 10!
PUTA QUE PARIU!
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

terça-feira, junho 21, 2005

"93% dos jovens crescem sem a presença do pai dentro de casa;
31% dos adolescentes têm o primeiro filho antes dos 16 anos;
55% dos adultos e 27% dos jovens disseram já ter passado fome pelo menos uma vez;
6% dos jovens pesquisados afirmaram que suas primeiras relações sexuais aconteceram com alguém da família;
13% presencia algum tipo de violência dentro de casa;
34% disseram já ter usado algum tipo de droga;
59% dos adolescentes reclamam que vivem em bairros violentos;
80% se sentem inseguros nos seus próprios bairros;
58% dos jovens não trabalharam nos 12 meses anteriores à entrevista;
2% nunca foram à escola."

segunda-feira, junho 20, 2005

O projeto já foi entregue.
O de análise já tá impresso.

Só falta mais um.
Ai eu estudo francês e leio livre.

domingo, junho 19, 2005



O acaso me deu um ótimo presente de aniversário.
1° de julho é dia de show bom ;)

quinta-feira, junho 16, 2005

Finalmente tenho arquivo no disco (e, por segurança, no G-Mail também) chamado PROJETO.DOC.
Só mais umas 50 páginas e bufu, eis o fim do ano e o canudo.

Mas antes falta o de globalização e o de análise.

Pará um pouquinho
descansa um pouquinho
5.555 Kilômetros

(E no jornal, todo dia, tem pauta nova)

terça-feira, junho 14, 2005

Leitor, se me lê, parabéns.
És alguém raro.
Os poucos posts e os muitos dias mostram que há muita coisa.

Há, muita coisa.

Eu repórter (de manifestação, de jogo do Brasil, de Zé Gotinhas), eu teoria (objetividade, notícia, discursiva), eu cansado (olhos para baixo), eu amado...

Feliz dia de namorado, feliz dois anos, feliz dia de repórter bajulado, feliz dia.
"Aqui, para que alguma coisa seja noticiada, basta ser verdade"

Hoje a Fátima Bernades me fez rir.

Des-con-tro-la-da-men-te

quarta-feira, junho 08, 2005

Humberto Leite
Especial para O POVO

Não a partir de amanhã, pois só amanhã que o café-da-manhã será mais forte;
Não por muito tempo, só até julho;
Não na hora certa, há tantos livros e trabalhos.

Não por muito dinheiro, mas já louvável por já ter ido de graça.

E, sobretudo, feliz. Bem feliz. De dezenas de nomes, o meu.
(E Ronaldo Salgado ganhou abraço entre pulos meus no terminal da Parangaba)

sexta-feira, junho 03, 2005

"Não se deve exigir de mim que eu encontre a verdade,
mas sim que eu a procure"

Sempre gostei dessa frase do Diderot. Um iluminista de 16 anos...
Eis que a encontrei em um livro sobre objetividade jornalística.

E, surpresa: pensei foi em mim.
Só um corpo parado olhando para o vazio.
Só um corpo parado.
Só um corpo
Só um.
Só.
Vazio.

(Mas quem me vê, dia pós dia, pode jurar de pé junto que eu sou legal, brilhante, que li três livros em uma semana, faço meus trabalhos e ainda conto piada. E é bem verdade; também é verdade...)

sábado, maio 28, 2005

A felicidade vem sozinha. É um sorriso no canto da boca. De quando menos se pensa. E se pensa uma coisa linda.

Que vem sozinha, e vira tudo.

"Eu vi a cara da morte, e ela estava viva"

Eu lembro. Caia a noite, e eu estava lá. E passavam horas, e eu lá. Quando menos me via, sozinho, no escuro que havia chegado. A noite caia e me encontrava caido.
Só, sozinho.

Por favor, antes de dormir, pense em mim. É o que garante minha existência. Sem bem, sem mal. Não há. É quando se torce para te odiarem. Para você existir. Mas passou, passou...

Com uma arma na mão, os suicidas são fracassados por pensarem. Mas será que se tira a vida por reflexão?

sexta-feira, maio 20, 2005

Cantem cisnes, cantem.

Cantem com o entardercer. Cantem ao silêncio em seu fim.

Cantem cisnes, cantem.

Cantem, pois eu não decoraria mais datas.
Cantem por ontem, 19 de maio de 2005.
Cantem por hoje, 20 de maio de 2005.

21. 22. 23.
Eu não decoraria.

Maio.

terça-feira, maio 10, 2005

"Estranho seria se eu não me apaixonasse por você
O sal viria doce para os novos lábios
Colombo procurou as Índias mas a Terra avisto em você
O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário
Estranho é gostar tanto do seu All Star azul"

O all-star não é azul. É bege. Não é o 12, é o sexto. E eu nem mesmo conheço o bairro das laranjeiras. Mas sorrio.

São lindas as músicas lindas.

domingo, maio 08, 2005

A cidade caiu
Não, não caiu
Sumiu, das mãos de quem dita a dor

A cidade tava vazia
Vazia e des-sentida
Muda, torna nova cor
Endurecer, mas sem perder a ternura jamais.

Conceito de orgasmo, deixe de lado. Quero falar de revolução, do sangue quente que toma ruas e pulsa instituições. Das ondas, de pernas e mãos, que sacodem estruturas e afogam a realidade.
De sonho que nasce em noite fria no deserto; de prato de comida roubado de panela cheia; de aperto de mão de mãos que não se uniam.

Sem perder a ternura. A ternura é a origem. O sorriso, o afeto, a amizade, o amor. Amor aquele que te mostra que, sim, é humanamente possível. Morro acima, suor abaixo. Vida ao trabalho, pelo prato, da comida, vida, para o trabalho.

Mas vida. Com sorriso de dentes sujos e morte de cama pobre. Mas feliz. De atravessar o rio, sem forças para atravessar o rio, mas atravessar o rio. Sem ar, mas continua. Com gritos de urro.

Gritos da cidade que cai. Em nossas mãos.

(Ainda bem que o Che morreu. Seria difícil se sempre se acordasse)

sexta-feira, maio 06, 2005

Eu escuto vozes.

Toda vez que falam comigo.

A fé vem na dor.

-Por quê?! Por quê?!

Parece que comi cimento. Uma dor na barriga que não se transforma em dor de barriga. Minha doença mensal, é de praxe. A fé vem de dois lados. Olhar site de plano de saúde. Pensar no que teria feito.
-Será que fiquei doente porque ia me vestir de virgem maria?!

Já me condenaram a ver um espírito e sujar minhas calças. E um tão cristão já me apontou o dedo para prever um futuro comigo, agonizante, clamando ao céus um perdão.

Eu prefiro só pensar que teus braços são minha cura.

segunda-feira, maio 02, 2005


É uma bola vermelha em torno de uma bola azul.
É o negro infinito.
É a plenitude do universal.
É a certeza de não estarmos sós. De iguais, ou d'Ele Superior.
É um outro mundo.
É um celeiro de flores e baobás.

É uma reprodução da BBC publicado na Folha On Line. O primeiro planeta fora do sistema solar a ser fotografado. Cerca de cinco vezes o tamanho de Júpiter e em uma órbita de quase duas vezes a distância de Netuno em relação ao sol. Se falarem muito, acharão o pi. 3,14. Planeta 2M1207B em torno de uma massa de Hélio e Hidrogêneo.

Um lar e uma estrela.
Distantes daqui.
(3,14, pi)

sábado, abril 30, 2005

A vida passa nos meses frente aos olhos.
Há quanto tempo eu não postava, de casa, sem blusa e olhando para a lua?

Eterna dúvida se eu sou apenas quem eu era e não sabe onde está.
Toda vez que me pedem um trocado eu entro em crise.

Eu, que me sinto bondoso por compartilhar guarda-chuva com desconhecidos em dia de tempestade em avenida d´água, fico sem saber o que fazer. A gente fala de social. De moderno. De pós-moderno.A gente argumenta que a violência é culpa das desigualdades sociais.


Então, em um sinal, pedem trocado. Olho minha carteira: agora mesmo tenho R$ 11,10.
Não tenho ilusões. As palavras nunca irão bastar, nem as futuras, impressas.
Por quê eu disse que não?!

domingo, abril 24, 2005

A bola entra entre redes e o grito é inevitável. Pulos, abraços e comoção.
É gol.

O silêncio, peso cruel à minoria que insiste em existir no nosso reino é esquecido. No barulho, no grito, no ardor da garganta com veias à mostra e ecos no vizinho; não há oposição. Para não ouvi-lo, somente com mais barulho. Eu grito, você grita, eu não te escuto, nem você a mim.

Mas a lembrança é boa. É grito amigo, é abraço e alívio, isso pois estávamos aos 44. E, no teu ou no meu quarto, os sussuros são mais altos que gritos. E seguimos - quando já pensavam que eram os acréscimos, inevitáveis e crescresntes, como um grito. Lá vem a prorrogação.

E eu ouvi falar que tem gol.


quarta-feira, abril 20, 2005

Se fosse um filme, a cena estaria ficando escura. A música, mais alta.
É o fim de um capítulo.

A câmera se foca no meu rosto, no meu olho, na minha boca a pronunciar as próximas palavras. E em uma pintura, um corpo com cores em fuga, em velocidade, transformação.

Eu estudo, e o sujeito é mutável, descentrado.
Eu me divirto, e tudo é instável.

E vou me des-prendendo de muitas coisas, ao mesmo tempo.
Agora.


(Sempre foi assim. Da 4° para a 5° série, eu mudei o comportamento, de idade, de paquera, de turno da escola, de série, de interesses)

sexta-feira, abril 15, 2005

"Vida louca, vida
Vida breve
Já que eu não posso te levar
Quero que você me leve

Vida louca, vida
Vida imensa
Leve leve leve leve..."

quinta-feira, abril 14, 2005

Para não dizer que não falei de flores, vou falar de quando a vi morrer.
De que uma caixa, vazia, é tão sozinha! Que entre restos, papéis, fotos e desenhos, há lembranças que não se rasga.

Para não dizerem que não falei de flores, eu pensei em amar uma flor por ela não ser única, e por seus quatro espinhos não a protegerem de nada.

E sobre uma flor, eu me proponho à cativá-la, dando voltas rápidas no mundo e o que for possível para ficar ao seu lado.

Para não deixar de te mandar um beijo, minha flor, eu me desfaço em braços.
Os teus.
"se eu fosse embora agora
?será que você entenderia?
que há um tempo certo para tudo
cedo ou tarde chega o dia

se eu fosse sem dizer palavra
?será que você escutaria?
o silêncio lhe dizendo que a culpa não foi sua
é que eu nasci com o pé na estrada
com a cabeça lá na lua

não vou ficar... não vou ficar
[eu fiz bandeira desses trapos... devorei concreto e asfalto]

tenho feito o meu caminho
volta e meia fico só
reconheço meus defeitos e o efeito dominó
mas se eu ficasse ao teu lado, de nada adiantaria
se eu fosse um cara diferente
sabe lá como eu seria

[não vou ficar... não vou ficar]
[eu fiz bandeira desses trapos... devorei concreto e asfalto]
[fiz o meu caminho... devorei concreto e asfalto]"

segunda-feira, abril 11, 2005

É ele, do outro lado da avenida (com ela, estranha, que nunca se identifica, mas sorri como quem não quer dizer algo).

Anda alegre, saltitante, com a barba ao vento e o sorriso aberto. Como eu bem conheço.
Sim, é ele.

E eu ali, a justificar. O j, o u, o s, o t, o i, o f, o i, o c, o a, o r. Sendo vilão sem culpa alguma.

sábado, abril 09, 2005

Biscoito chinês diz que vou conseguir tudo aquilo para o qual sempre luto.

Ótimo. Maracanã, enchei-vos, vou aí cantar Guantanamera.

(Presente rápido, inesperado e sincero daqueles que você nem imagina que existem)
"Sempre estive... ao seu lado
Me diga agora... se estou errado
Você me ama... isso eu sei
Mas me deixou... sem ter porque
Você pode inventar mil desculpas
Mas meu bem você já é bem adulta
Pra ficar comigo"

A vida bomba. Três dias "bebendo" o almoço, e ninguém ressucita. Fazendo quatro horas onde há duas, cinco onde há três, e o sono, seis, cinco, quatro, três...

Xerox. Livro. Pauta. Entrevista aqui, entrevista aculá. Pedra na prefeitura, e eu vendo. 10 minutos é pouco pra você?! É padre chato, pode ser muito pra ti, e pra mim também.

O melhor de si em pouco. O melhor de si em tanto lugares. Depoimento, conselhos, já sei por onde vocês devem caminhar, mas na minha época eu fazia diferente, fica melhor com mais esforço.
Eu já falo da minha época, eu já falo que algo passou. E o devir é incerto.

"Nos momentos... que deitamos
Eu me lembro... foram muitos planos
Agora vejo tudo desmoronar
Abro meus olhos... você não está"

E entre uma coisa e outra, ainda há tempo de uma canção. Ou sentar no banco da bela praça, sozinho, a pensar. É verdade, eu faço entrevista correndo atrás dos carros. Sim, é fato, eu faço algo planejando outro e sentindo um outro.

Pois eu não deixo de sentir.

"Vem ficar comigo... sem mais demora
Pra ficar comigo... de vez"

E assumindo novas idéias, sem deixar as anteriores. Até quando puder. Até breve. Mas é possível, sei que é. E mesmo se não der, tudo bem.

"Trabalho muito... o dia todo
No fim do mês... não me sobra um troco
Mas sem dinheiro sei que posso viver
Sem você... eu não sei"

Casa. Olhos baixos. Costas ao chão. Besteiras minhas, muitas besteiras. E no final de tudo, eu me faço estúpido. Mas nem por isso deixar de tentar.

"Meus sentidos estão todos a mil
No meu carro tem um banco vazio
Vem ficar comigo... sem mais demora
Pra ficar comigo... de vez"

A vida no álamo. Ou bombando, diriam.

Achei isso no meu bloco:

Como se cada letreiro luminoso fosse encatamento; movimento; velocidade; cores: motivo de distração.

São dias em que eu olho os sorrisos comendo desejados sanduíches do Habib's e eu tomo cuidado para não ficar ali, parado, na calçada. Há notas no bolso, se quissesse, mas fico ali.

Há dias que eu fico em silêncio, e espanta quem me vê quando estive sozinho em casa.

Tocando os braços na parede sem ver a hora passar, notando que, às vezes, eu me sinto assim.
Simplesmente assim.

segunda-feira, abril 04, 2005

Como eu me porto com a morte do Papa?!

É uma boa questão a ser perguntada; é uma boa coisa a ser pensada. Aos 19, a Polônia invadida. Guerra até os 25. Teria tudo para ser mais um corpo numa cova rasa na foto esquecida. Um sobrevivente. Mas algumas mortes tem mais importância que outras tantas.

Fisicamente, é triste um homem de 85 anos perder 19 quilos em 20 dias.

"Your lips moves, but I can`t hear what you saying"
Descrença no que parecia ser certo. Lampejo de sinceridade. Franco-
atirador.

Que diz o que sente e magoa, por destruir castelos de fumaça que havia criado.
(Mas sob a tênue visão, há muito a ser visto)


"quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado"

Não pensei que fosse durar tanto.

E quando menos percebi, era sexta. E hora após hora, indo ao banheiro muitas vezes, dormindo em demasia por ser difícil ficar acordado, acordei dias depois. Uma semana que não existiu. Com a agenda em branco, tarefas não cumpridas e atrasos que me desesperariam se não fossem involuntários.

Quando a vista está baixa, a perna trêmula e as datas rápidas; é hora de aprender a parar um pouco.

Tive uma virose, que a pior coisa que tinha era a dor de barriga. Perdi 2 quilos em 4 dias. Devo ter recuperado grande parte - só líquido. Mas doeu, doeu. E passei mal o suficiente para desejar o dia de hoje.

quinta-feira, março 31, 2005

A pior doença em 5 anos.

E quando pensei que tava melhorando, piorei de vez.

terça-feira, março 22, 2005

"Que seja eterno enquanto durar"

De repente, não mais que de repente...
"Che Guevara na tua camiseta,
um planeta na tua cama
Uma palavra escrita à lápis
eternidades da semana"

quarta-feira, março 16, 2005

-Você é católico ou evangélico?!

Sorrio, suspiro, olho nos olhos e comento:
-A resposta vai te ofender... eu sou ateu.
-Mas acredita em oração?!
-Não.
Ele sorri, guarda o produto que ia me oferecer e andamos para lados opostos.


O diálogo, agora há pouco, é raro. Ou olham com desprezo, ou com cara de judas - que finje ser santo mas quer te ver no inferno. Mas domingo mal dormi. A mais importante ponderação do filme tão bom.
"Você acha que 95% da população está sofrendo de uma ilusão coletiva?!"

O ateu poderia ser acusado de tentar ser especial. Que nem os garotos de cabelo roxo, all-star vermelho-com-detalhes-verde-limão ou livros debaixo do braço mesmo com uma mochila nas costas. Mas por pensar nessas questões, o medo de ser só um cristão que grita, pega-se sendo mais espirituoso que a grande maioria deles...

E não gasta dinheiro com oração.

sexta-feira, março 11, 2005

É hoje o dia.

O dia que decide, e incide sobre muitos outros.
É hoje o dia.

Que metade depende de mim...
...e a outra metade indiretamente também.

É hoje o dia que eu esperava, ontem, deitado na minha cama.

quarta-feira, março 09, 2005

"as chances estão contra nós
mas nós estamos por aí
a fim de sobreviver
como um avião sobrevoa
a cidade em chamas"

São nomes em agendas; são contatos, fontes. Cada um em seu lugar para ver o que acontece. Com um salário no fim do mês, e, no fim das contas, a vida vivida cada mês. De olho no final dos contratos.

E mandam currículos, e torcem os dedos e esperam a assinatura para ter o próximo semestre garatindo com luzes, gostos e despreocupação com contas.
Se der certo, uma mudança de afarezes nos próximos meses...

"no meio da confusão
andando sem direção
a fim de sobreviver
só pra ver como brilha
a cidade em chamas
a cidade em chamas"

sábado, março 05, 2005

"alguma coisa ficou pra trás, antigamente eu sabia exatamente o que fazer"

Luan, 2 anos. Irmão, 25. Mãe, 55.

O primeiro agora desfila com belos tênis do homem aranha. O segundo passou a semana jogando videogame, e dificilmente pretende fazer algo diferente. A terceira eu abracei hoje dizendo que já é idosa. E dei um vestido que não vai servir nem como blusa.

E mais de vinte anos depois daquela barriga ter sido maior por conta de mim, eu quero sair de casa só para o descanso dela.

"eu já não esquento a cabeça, durante muito tempo isso era só o que eu podia fazer. Mas, ei mãe, por mais que a gente cresça, há sempre alguma coisa que a gente não consegue entender"

"alguma coisa ficou pra trás, antigamente eu sabia exatamente o que fazer"

Luan, 2 anos. Irmão, 25. Mãe, 55.

O primeiro agora desfila com belos tênis do homem aranha. O segundo passou a semana jogando videogame, e dificilmente pretende fazer algo diferente. A terceira eu abracei hoje dizendo que já é idosa. E dei um vestido que não vai servir nem como blusa.

E mais de vinte anos depois daquela barriga ter sido maior por conta de mim, eu quero sair de casa só para o descanso dela.

"eu já não esquento a cabeça, durante muito tempo isso era só o que eu podia fazer. Mas, ei mãe, por mais que a gente cresça, há sempre alguma coisa que a gente não consegue entender"

sexta-feira, março 04, 2005

Tec tec tec tec....

Eu queria ter começado no tempo da máquina de escrever. Somente para ter uma foto minha bem antiga, em preto&branco, com alguma roupa esquisita e escrevendo uma reportagem antiga sobre o que já é história.


Quem sabe até poder dizer que elogiei muito o tal fulano de tal que já morreu e dizer que fiz assim assim e assim para conseguir tal matéria, mas que isso não é mais possível hoje em dia.

Eu queria já ser antigo, lembrar de um tempo em que o jornalismo realmente existia, dizer uma ou duas palavras de sapiência aos mais jovens e voltar, concentrado, a uma arte que apetece-me.

...tec tec tec tec

segunda-feira, fevereiro 28, 2005

Desde ontem a tarde eu sinto tonturas

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

E ontem no jornal da Globo:

"Há várias opções de caças que têm as qualidades necessárias e podem ser usados por 15 anos. Eu não sei quais são, mas têm várias opções".
Do querido José Alencar, Ministro da Defesa e Vice-presidente.

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

Mirage 2000BR, F-16, F-18, MiG-29, Rafale, EF-2000 Typhoon e as estrelas Su-35 Super Flanker e JAS-39 Gripen.

Desde 1998 eu discuti sobre esses caças. Qual era o melhor pro Brasil, qual a melhor relação de custo, a importância geo-estratégica, os dilemas operacionais, as propostas econômicas, opções de armamento, unidades a serem equipadas, o planejamento total da força....
Leitura, escrita.

E o governo cancela o programa. Até abril, devem anunciar a compra de jatos usados e defasados.
Triste, triste.

"estraga tudo, enterra tudo, pá de cal
enterra todos na vala comum de um discurso liberal"
Há somente duas linhas de ônibus com ar-condicionado em Fortaleza: Pici-Unifor e Vila União. Um passa perto da minha casa, o outro, em frente. E por sinal é o único a me pegar em frente à minha janela e me deixar em frente à ADUFC. Mas dificilmente faço esse percurso sob a tutela de um motorista e um trocador por achar muito perto pra justificar...

A não ser quando estou doente.
Então hoje, com febre e sentindo frio por tudo, decido ir de ônibus. E só de mal o acaso faz o ônibus ser gelado...

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Recebi elogios, recebi parabéns.
Uma página inteira, assinada como especial.

Mas que de "especial" não tenho nada. Apenas cumpri o que era esperado.
Por mim.
"eu não estou interessado em nenhuma teoria
em nenhuma fantasia nem no algo mais
longe o profeta do terror que a laranja mecânica anuncia
amar e mudar as coisas me interessa mais
muito mais...me interessa
eu não estou interessado em nenhuma teoria
nessas coisas do oriente, romances astrais
minha alucinação é suportar o dia-a-dia
meu delírio é a experiência com coisas reais
um preto, um pobre, um estudante, uma mulher sozinha
blue jeans e motocicletas, pessoas cinzas normais
garotas dentro da noite...revólver:"cheira cachorro"
os humilhados do parque com os seus jornais
me interessam
amar e mudar as coisas me interessa mais
um corpo cai do oitavo andar
a solidão das pessoas nessas capitais
a violência da noite...o movimento do trâfego
amar e mudar...amar e mudar
amar e mudar as coisas me interessa mais"

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

E eu que gosto de carne, peguei um franguinho grelhado.E eu que gosto de coca, tomei um suco de cajá. Que também gosto, mas fora de casa fica difícil.

E nas aventuras de se passar o dia todo longe, mesmo que seja morrendo de sono, eu vou aprendendo a me alimentar melhor. É que tem horas que a dor de barriga é tanta que a gente não tem pudores de contar.

Aliás, hoje eu sorri, de um lado a outro. Graças ao Monte Castelo...
...vivendo em fevereiro pensando em dezembro

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Vou-me embora para a Islândia
(Ou Canadá, Finlândia ou quem sabe até Groelândia)
Lá não suarei
Lá terei o frio que quiser
entre cobertores na cama que dormirei

Calor danado. É a medida de todas as coisas dos 5 dias entre os prazeres.
Mostrar o meu valor; cumprir as obrigações; sentir saudades.

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

A pipoca não foi feita.
O "chilitos" não foi aberto.
E até com um chocolate voltamos.

Dias pareceram horas; e algumas horas, dias. E passaram com a delicadeza do vento frio que subia a espinha depois de brincar tanto com os pés. Brincar.

Sorrir pra quem vê em tudo uma citação que arranca gargalhada. Ou para o bêbado que ia se jogando do carro, provando ser justo. Cachoeira, montanha alta, cachorro alto e pizza na cidade do Batman.. Bat-Urité! Brincar.

Eu ainda com demônios que podem ser vistos no orkut, ainda com prazeres tão simples quanto querer levar um leite para acabar com a dor, ainda com medos tão bobos quanto sapos gigantescos. Brincar.


Com os sentimentos e com as identidades. Os 17, aquele-que-não-falamos, o núcleo do mal, os médicos, os advogados, os jornalistas? O casal de sangue à flor da pele. Estes, mais perigosos que as curvas da montanha ou do corpo. Se equilibrando no precipício das lágrimas e do sorriso. Brincar.

Com roupas pesadas ou leves e até sem som. Não brinquei no carnaval. Brinquei com ele.


Mais poesia que eu, um belo texto aqui

sexta-feira, fevereiro 04, 2005

Deus diz para olhar
mas não tocar
para tocar, mas sem provar
para provar, mas sem engolir
para engolir, mas sem gostar...

Então é hora da carne, hora do demônio. Pular e copular.Ovos, cervejas, camisinhas e pecados.
Dor de cabeça nas cinzas. Lá se vão os cristãos...


(Quando eu estudava no Santo Tomás de Aquino, todas as sexta-feiras antes do Carnaval as coordenadoras, psicólogas e professores de religião iam de sala em sala dizer para termos juízo, para pensarmos em tudo o que íamos fazer. Como nem eu nem a minha familia nunca gostamos do carnaval como rasgação, isso não servia pra mim. Sendo que eu olhava para as meninas maiores e bonitas. E ali, frente a imagem de Cristo, era a única hora que eu pensava em sacanagem durante o Carnaval...)
"Sempre houve homens para defender os direitos do irracional".

Há livros que eu não consigo ler. Há ensinamentos que nada adiante me repitirem: eu já os decorei. Mas nada de seguir em frente. Assim são as fotos, que se tenho poucas é porque já fico impressionado com as que já estão ali.

E sou bobo, em meio à festa a me perder olhando para as luzes. E vibram, e bebem, e beijam e se entregam.
É carnaval! É festa!

E eu ali, olhando as cores e frases. Sem nunca conseguir ler Camus.

segunda-feira, janeiro 31, 2005

Buscando justiça, fui injustiçado.Gostaria só de sair de lá e ir para o trabalho. Mas há bravatas, há indignação por alguém que tem tanto ter que perder um pouco. E ameaçado, mas não acuado, recebo o tiro. Nem um pouco certeiro, já que tenho certeza de estar certo

Queria muito que simplesmente esquecessem, e tudo ficasse simples
Mas a razão possivelmente vai precisar de advogado...

É triste ser ofendido com tamanha tranquilidade?!

A comida vem porque temos fome.
O sorriso porque clamamos pela felicidade.
A raiva, a insistência de uma certeza.

A gente tem mais que comida, sorrido e raiva
Ou não tem os dentes sujos mostrados pelo grito ou prazer
Pêndulo incerto

Só há fome porque há vida
Só há sorriso pela tristeza
E liberdade pelas celas

Um mundo, pelo oposto
A mão, corre o corpo ao rosto
O rosto olha o corpo sem as mãos

Existir uma parte, só por ti
A outra, a mim

segunda-feira, janeiro 24, 2005

Minha casa se tornou um local para dormir. Sinto-me em casa até na rua, entre teus abraços, sem saber ao certo onde ir. São convites ou idéias ao léu, que vêm sem a gente nem perceber. E comemos ouvindo as ondas quebrar onde os gigoletes não suportam as testas. E quebram.

E sabemos mudar os planos alheios para dar tempo. Há quem só dirija um pouco mais; há quem ficou na abstinência. E eu adoro comer doce depois do almoço. Seja só leite em pó misturado com toddy e açucar com um poquinho de água, seja um sorvete inesperado.

Combustível entre semanas que eu chego em casa com os olhos baixos de cansado. Feliz pelos resultados; maluco com as reformas sindical e trabalhista.

sábado, janeiro 22, 2005

Gostaria, querida
De ser inesperado
Como a madrugada amanhecendo à tarde
E engraçado também
como um pato em um trem

O pato mais engraçado da ferrovia

Não, e não estou falando em me profissionalizar como humorista. A vida não tem de ser fácil.
se eu tivesse a força que você pensa que eu tenho
eu gravaria no metal da minha pele o teu desenho
feitos um pro outro... feitos pra durar
uma luz que não produz sombra

Percebi que em tantos meses de palavras não exatas eu não coloquei aspas ao que não é, e italizei até o que é meu. Eu era só um menino de 17 anos cheio de dúvidas nas cabeça e um monte de coisas para colocar para fora; depois de tanto silêncio. Hoje eu leio e não sou eu. E nem sei o que é meu. É bem verdade que sinto saudades. Mas mais interessante é não saber quem é quem na história. Eu estou com medo do escuro. E tive medo de caminhar sozinho.

diga a verdade ao menos uma vez na vida
você se apaixonou pelos meus erros
não fique pela metade
vá em frente, minha amiga
destrua a razão desse beco sem saída

quarta-feira, janeiro 19, 2005

A todo pecado, pena
a toda ferida, sangue
ao que deve sangrar, vermelho

Ao crime, a cela
ao pecador, dor
ao choro, pena.

Choro e culpa
faces iguais do pesar
Ao justo, um insulto

Ao mal já feito,
a eternidade.

--------------

São poucos os crimes com perdão. E raros os de recompensa. Somente para coisas do mundo que tantos repugnam. Se te tiraram 1000, que te dêem 1001. E se tiram o que não se volta? Tirá-lo do mundo?! Nada trás de volta. Matar?! NADA trás de volta.
Uma das coisas mais perfeitas que existem é o mal. A outra é o bem.

Mas uma ao lado da outra.

terça-feira, janeiro 18, 2005

E a garganta dói e o corpo esfacela-se entre lençol, cobertor e travesseiro. E de pé não há forças para os pés e sentado, nada de paciência consigo mesmo.

O jeito é deitar e querer dormir a toda hora; computador é só um monte de letras embaçadas.
E tantas linhas na agenda tão nova já vão ficando para trás ou, pior, sendo re-escritas algumas folhas adiante.

É como se eu fosse o maior obstáculo de mim.

segunda-feira, janeiro 17, 2005

De todo o meu passado
Boas e más recordações
Quero viver meu presente
E lembrar tudo depois
Nessa vida passageira
Eu sou eu, você é você
Isso é o que mais me agrada
Isso é o que me faz dizer
Que vejo flores em você

Linda musiquinha de comercial. De amor dinâmico e rápida como os reclames.

sexta-feira, janeiro 14, 2005

A maioria das coisas que vejo não são feitas por mim, são por outras. E eu ali do lado, prestando atenção, vendo cada detalhe e lembrando de frases perdidas.

Escrevem com fome, com dor de cabeça, com sono...Sabem apurar sem notar o calor, o frio, a posição desconfortável. Tudo para notar o que ninguém nota.

São os mais arrumados num raio de 10Km e, 10 minutos depois, os mais malamanhados em 10Km de raio...
E depois de tudo, escrevem. Independente se estão afim.


Se escrever é sentimento,
jornalista é prostituta.

terça-feira, janeiro 04, 2005

"Se a imprensa não existisse, seria preciso não inventá-la".

É Balzac, não há jornalismo de verdade. E nem há de haver. É como um orgasmo, tão distane e tentado. A gente sempre acha que alcançou-o, mas uma posterior sensação melhor no futuro deixa certo que o anterior não era nada.
O ideal é não ter viseiras. O problema é já ir com pressupostos. Se forem da cabeça, tudo bem. Se forem do bolso, morte na fogueira. Os efeitos: os mesmos. E todo mundo tem peso sobre os ombros, seja de contas para pagar, seja de massa encefálica com conteúdos lá colocados há muito tempo.

E a gente se acusa, a gente aponta o dedo pra cara um do outro dizendo que não se faz jornalismo de verdade. Tem seguidos orgasmos tentando chegar ao definitivo. Existe?!
Há um jornalismo de verdade?! Não, não há. Mas nem por isso o fim das pautas.

"Sempre houve homens para defender os direitos do irracional".

*
Esse ano, "A revista Força Aérea e o programa FX" pode vir a ser o assunto de muitas das minhas conversas, muitas das minhas preocupações e, sobretudo, muito do meu tempo. Talvez seja esse mesmo meu tema de monografia. O único problema é que eu já tomei pra mim muitas das lições que esse tema pode dar. Teria apenas que aprofundar a pesquisa. E eu não nasci para fazer alguma coisa, apenas para ver o que os outros fazem.

Quem sabe então entender quando os jornais agem como suas próprias assessorias de imprensa?! São tantas idéias de uma ciência que não se assume como tal; de estudiosos que dizem nada entender.
Nadólogos....

segunda-feira, janeiro 03, 2005

Eu não sei o que vai ser. E nem como deve ser. Apenas uma sequência de possibilidades que não dependem de mim.

Mas calma, eu vi golfinhos.O ano novo veio como vinha na infância, família reunida aos gritos e risadas. Não a minha, mas reuni meus amados. Fui herói, fui terrorista e senti muita azia. Praia, bela-vista.
E os golfinhos.

Às vezes eu penso que janeiroé um mês importante que define muita coisa. Eu sei que nada mais que é um aglomerado de dias organizado dessa maneira.Eu queria apenas uma lista de nomes na minha vida. O que fica, o que vem, o que volta.

Foi a melhor virada de ano. Mais detalhes em http://soltandoumas.blogspot.com
Saudações à Sabrina Lima: valeu pelo remédio!
Em 2005, eu...
...vou ver o Fortaleza na primeira divisão do campeonato brasileiro
...vou tentar me formar
...vou ter que me dedicar a monografia
...vou ter que ter decisões profissionais
...vou terminar a casa de cultura francesa
...vou ler mais 4 números da revista força áerea
...vou acompanhar a desativação dos Mirage III na FAB
...vou finalmente conhecer o selecionado no programa FX
...vou ler mais literatura
...vou voltar a fazer academia
...vou continuar fazendo coisinhas de 2004
...vou entender mais uma vez que esses anos são uma coisa só
...vou ter 21 anos

quarta-feira, dezembro 29, 2004

Tinha aquele que deveria estar pondo o tênis para sair em caminhada; baixar a barriga para conseguir aquela gatinha. Outro estava indo dormir, já de manhãzinha. Finalmente, tinha tido coragem. Havia dito como a amava, como a queria. O encontro finalmente estava marcado para as quatro da tarde.

Já aquela tinha deixado de pedir a pizza porque já tinha ficado tarde. Mas tinha jurado pra si mesma que no dia seguinte ia matar sua vontade de comer calabresa.
E tantos outros tantas outras coisas. Afinal, era a manhã de mais uma segunda-feira.
Finalmente, a partir daquela momento... Quê, o que é aquilo?!Vem uma onda. Leva tudo e mata todo mundo.

O mundo vive acabando. Sorte mesmo é saber quando.

Quem já sonhou em estar na praia e ver ondas gigantescas chegando?! Junto a sair correndo completamente nú no meio da escola, é um dos sonhos mais comuns. Não é bom quando se realiza. Afinal, todo sonho é para ser feito?!

quinta-feira, dezembro 23, 2004

Ontem eu sai e gastei com presentes; eram só presentes. Todo mundo gostar de dar e receber.

Hoje, eu estava andando a umas quatro quadras da rodoviária e um cara me perguntou como pegava um taxi. Ele ia para a rodoviária e disseram pra ele que "tinha que dar a volta e que era longe". Caminhei com ele até lá.
Ele vinha de Paraipaba e desejou feliz natal. Sinceramente, se tem alguma coisa de natal nesse mundo, acho que essa foi a minha contribuição.


Só acredito em ceia de natal. A única carta para o papei noel que me lembro, com 7 anos idade, era para uma promoção do iguatemi. Eu pensava que era o próprio papai noel que me daria. De fato, ganhei o presente, mas antes a minha irmã saiu da caverna e contou que lá dentro do banheiro dos meus pais estavam os presentes. E nem foi um choque. Achava idiota as crianças que ainda acreditavam. Especialmente as que juravam de pé junto que viram o papai noel.

Uns dois anos depois, li "O Natal de Fred". Aconselho. Até para seus filhos. "Natal é presente? Natal é luz? Natal é compras?", se questionava o dialético Fred, o menino vindo da ilha do coração.
Eu acredito em ceia de natal.

Eu adoro ganhar presentes.
E dar
úi.

terça-feira, dezembro 21, 2004

Pra não esquecer depois:

fazer vestibular para sociologia.
(...)
Passa, tudo passa
(...)
Quem sabe eu passe também
(...)

domingo, dezembro 19, 2004

Eu sou Rubro Rosso, excelentíssimo.

Eu sou um garoto bobo, de livros e discos e aviões no céu.

Eu sou aquele que se vê no simples ato do dia-a-dia aquilo que quer.

Eu só preciso ver que meus heróis, nominais sobre texto bem escritos, também são reais, também têm preguiça, também almoçam economizando dinheiro.

Eu vejo beleza em carros populares, que nem rebaixados são.

Eu não tenho, eu nunca vou ver, eu nunca tive.

Sou tido.
O que é comovente, comove.
Simples a afirmação, lógica, exata. Pode até ser seguida de um sútil "É nada!". Mas é estranho quando se coloca um pronome pessoal nisso. E o pronome é o Eu.


Comovo?! Para não deixar de ser eu, digo que isso me lembra que eu como ovo. Ou como escuto. Mas enfim, comovi. Aqui, e em Natal. Não, não to deixando de odiar a musiquinha com harpa das lojas maias. Musica típica de propaganda de lojão no centro da cidade nessa época do ano.
Scrap no Orkut. "Comovemente", disse uma em nome da turma. Atendo o telefone:
-Olá excelentíssimo presidente Rubro Rosso!

Pelo pé, puxado ao 14 de novembro. Dia sozinho na cidade estranhas com heróis metálicos esplandeirosamente deitados no pátio daquela base aérea tão famosa por sua história. Era eu em Parnamirim. O eu que dois dias depois voaria, e escreveria um texto. Que chegaria até Parnamirim, e depois em Natal.

E comoveu.
Como veio tudo isso até mim, em poucos dias, poucos instantes. Não preciso lutar por muita coisa além. Assim, nós já fazemos inveja a quem não consegue...

-espera, essa não é uma frase de uma sessão da tarde?
Que seja. Sou o antônimo daquilo. Daquilo que não lacrimeja ao passar um filme que já conheço.
Que passa, que eu vejo, e que comove.

Reggae na voz de Maltz.

sexta-feira, dezembro 17, 2004

Eu ganhei um boi!

Sim, a blusa do III Festival Internacional de Cães, que está acontecendo no Centro de Convenções.
Sim, é o início do meu estágio supervisionado no jornal O Povo. Hoje, fui a ruma com a Líbia Ximenes, a qual depois fiz perder seu texto no complicado editor que tem na redação.

O começo, na quarta-feira passada, é que foi sacárstico. Eu, acostumado com pautas da UFC por causa da ADUFC, acompanhei o Cidicley Miranda fazer matéria sobre os 50 anos da UFC.
Mas hoje foi a primeira vez que escrevi. Quem sabe uma matéria minha possa ser publicada!

Se eu estou gostando?!
;)


quinta-feira, dezembro 16, 2004

Será saudade?!
Mas, saudade!? Saudade, se tenho?! Saudade, se posso?! Saudade, se quer estar comigo também!?
Não, não é saudade. É só uma pausa.

Estranho esses dias. Acostumado à beijos e abraços todos os dias, os dias-normais se tornam estranhos. Estudo, trabalho, jogo. E falta um pedaço.

Hoje é quinta, amanhã é sexta. E eu lembro de muito tempo atrás.

domingo, dezembro 12, 2004

A minha vida, eu preciso mudar todo o dia
Pra escapar da rotina dos meus desejos por seus beijos.
Dos meus sonhos eu procuro acordar e perseguir meus sonhos.
Mas a realidade que vem depois não é bem aquela que planejei
Eu quero sempre mais
Eu quero sempre mais
Eu espero sempre mais de ti
Por isso hoje estou tão triste
Porque querer está tão longe de poder
E quem eu quero está tão longe, longe de mim
Longe de mim
Longe de mim
Longe de mim.

Calma. Eu preciso de calma. Eu preciso me acalmar. Ir lá fora, respirar, tomar um ar. Uma coca-cola, um pedaço de chocolate. Não economizar trocado pra ter graúdo, saber perder 10 minutos quando se planeja perder dias.

Calma. Eu preciso de calma.
Foi o Luis, não eu. Ainda tenho um ano, ainda não preciso sentir saudades. A sala toda chorou - mas não era a minha turma. As saudades bateram, e não foram de mim.

Os meus feitos alados.

Calma, eu preciso de calma. Ela já vem vindo, já vai chegar.
O mundo real é este. E não aquele tão real que aflinge pensamentos e noites sozinhos.

quinta-feira, dezembro 02, 2004

"Devia ter, me enganado menos
trabalhado menos
trabalhado menos
ter visto o sol se por"

Terça trabalhei até o suor descer do rosto. E quando desceu, eu continuei até secar e descer novamente. Cheguei em casa 22h10.

Estarei eu perdendo um tempo precioso dos 20 anos? Percebi que era o fim do ano porque já é hora de pensar no convite da festa natalina. Dezembro. E não é porque vou ficar livre da faculdade que ficarei de férias.

Estou eu perdendo tempo?!

Mas logo em seguida me lembro das belas coisas que vi em novembro. Eu vi um ataque aéreo de 11 caças; eu vi F-16, Mirage 2000, A-4AR, E-3, R-99; EU VOEI DUAS AERONAVES MILITARES; eu vi um reabastecimento em vôo a poucos metros de mim. Eu vi o céu azul com o manto de nuvens, eu vi a cidade pequeninha e as ondas como sutis curvas na imensidão azul. Eu vi o sol nascendo no meio do agreste e a beleza de um re-encontro após uma noite de ônibus. Eu dormi, mais uma vez, na rodoviária de uma cidade diferente. Dessa vez, bem mais distante.

Eu também vi... (CENSURADO - TARJA NEGRA SOBRE A ARIADNE).

O Humberto Gessinger cantou e eu estava lá bem do lado. Eu fiz matérias legais, eu finalmente entrevistei a Glória Diógenes, eu passei pela pior dor de barriga da minha vida (depois eu conto) e comecei o mês festejando na rua de todos os dias. Eu não hesito em dizer que novembro de 2004 foi um dos meses mais intensos da minha vida. Que venha dezembro.

"Mais um ano que se passa...
envelheço na cidade
feliz aniversário
envelheço na cidade!"